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2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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SÍNDROME DA CRIANÇA MALTRATADA - O QUE NÃO DEIXAR PASSAR

Rita Cabrita Carneiro

Serviço de Imagiologia Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa

- Congresso Nacional de Radiologia CNR’2014
- Curso de Radiologia de Urgência em Pediatria

Apresentação de palestra
Publicação sob forma de resumo

Resumo: O radiologista pode ser a primeira pessoa a sugerir o diagnostico do mau-trato físico, com base nos achados em exame radiológico efectuado por outra razão. Para tal, é necessário reconhecer os padrões de lesão sugestivos de maus tratos na criança, quais as lesões mais específicas para a situação de trauma não accidental (TNA) e os possíveis diagnósticos diferenciais para estes achados. A lesão típica, altamente específica para TNA é a fractura metafisária (“classical metaphyseal fracture”). Descreve-se o mecanismo de ocorrência da mesma e revê-se a sua semiologia. Referem-se ainda as fraturas de costelas e fraturas multiplas assíncronas. A avaliação radiológica inclui estudo complete do esqueleto nas crianças com menos de 2 anos. Em crianças com mais idade, a avaliação radiológica poderá ser dirigida para área dolorosa. A reavaliação 2 semanas mais tarde pode detectar fracturas não aparentes na primeira avaliação. Doenças metabólicas como o raquitismo ou presença de displasia óssea, nomeadamente a osteogénese imperfeita, assumem por vezes expressão semiológica de fractura (patológica) que pode colocar a hipótese de diagnóstico diferencial com TNA.

Palavras Chave: trauma não accidental (TNA); fractura metafisária