imagem top

2018

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

logo chlclogo HDElogo anuario

Neurofibromatose tipo 1, onde estamos e para onde vamos

Marta Z Amorim1

1 - Medical Genetics Department – Hospital Dona Estefânia, CHLC, Lisboa, Portugal

Serviço de Neurocirurgia, Hospital de S. José, CHLC – Comunicação oral

BACKGROUND: A Neurofibromatose tipo 1 é uma síndrome genética com hereditariedade autossómica dominante e uma frequência estimada de 1:3500. É caracterizada por manchas café au lait, freckling axilar e inguinal, nódulos de Lisch na íris, neurofibromas cutâneos e outros tumores benignos e malignos do sistema nervoso central e periférico. Estão também associadas à síndrome, em menor frequência, dificuldades de aprendizagem , patologia esquelética e vasculopatia. Embora a penetrância da doença seja de 100% aos 8 anos, a variabilidade de sintomas é grande e não existe relação genótipo -fenótipo.
Propomos que o epigenoma endotelial, em contexto de tumor e de síndrome de predisposição para cancro, é responsável por parte da variabilidade no modo de apresentação, evolução e resposta à terapêutica da doença. Pretendemos encontrar e comprovar que alterações epigenéticas (dando enfase à metilação do DNA e lncRNAs no contexto de genes chave na tumorogénese) apresentam potencial terapêutico e como biomarcadores, que reduzam a incerteza da penetrância da doença e auxiliem nas difíceis decisões que resultam de um estudo molecular positivo.

Palavras Chave: Neurofibromatose tipo 1, epigenoma, biomarcadores