imagem top

2023

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

CHULC LOGOlogo HDElogo anuario

EFICÁCIA DE UM SEGUNDO CICLO DE LEVAMISOL NO TRATAMENTO DO SINDROME NEFRÓTICO IDIOPÁTICO

Telma Francisco1, Gisela Neto1, Raquel Santos1, Ana Paula Serrão1, Margarida Abranches1

1. Unidade de Nefrologia Pediátrica, Área de Pediatria Médica, Hospital Dona Estefânia, CHLC, EPE

- XLI Congreso Nacional y VI Hispano-Portugués de Nefrología Pediátrica 21/5/2016, Salamanca (Poster com apresentação)

Introdução: O levamisol tem sido usado com resultados variáveis como agente de segunda linha no tratamento do síndrome nefrótico (SN) idiopático corticodependente (CD) ou com recidivas múltiplas (RM). Poucos estudos fazem referência à possível realização de um segundo ciclo deste fármaco. OBJECTIVOS: Avaliar a eficácia e a ocorrência de efeitos adversos no tratamento do SNCD/RM de um segundo ciclo (C2) de levamisol em doentes que evoluíram para a remissão na sequência de um primeiro ciclo (C1).
Métodos: Estudo observacional retrospectivo dos processos clínicos de doentes SN CD/RM que foram submetidos a um C2 de levamisol na dose de 2.5 mg/kg, 3x/semana entre 2005 e 2014.
Resultados: De um total de 24 doentes medicados com levamisol, 3 (2 do sexo masculino), receberam C2 de tratamento. Aquando do C1 a mediana da idade era 12,5 anos, tinham um comportamento CD, 2 com efeitos adversos da corticoterapia, e apenas 1 tinha feito outro imunossupressor prévio (ciclofosfamida). A duração média de levamisol foi de 20.3 meses (12.0 – 28.0). Durante C1 apenas 1 doente teve 1 recaída nos primeiros 6 meses de tratamento e não ocorreram efeitos adversos. Após a suspensão do levamisol a primeira recaída ocorreu, em média, aos 15.7 meses (6.4 - 33.7) O intervalo médio entre o final de C1 e o início de C2 foi de 24.6 meses (6.86-46.6) com média de recaídas de 3.33 entre os 2 ciclos (0.23 recaídas/mês) A duração de C2 foi de 6.3 - 29.2 meses, dois deles ainda sob levamisol. Apenas um doente teve uma recaída 7 semanas após reiniciar levamisol. Novamente não se verificaram efeitos adversos.
Conclusões: Em doentes submetidos a um primeiro ciclo de levamisol com eficácia no controlo do SN e sem efeitos adversos, poderá ser tentado um segundo ciclo de terapêutica, o que permitirá reduzir o número de recidivas e, consequentemente, a dose cumulativa de corticoides e os seus efeitos adversos.

Palavras Chave: síndrome nefrótico, levamisol