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2021

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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Vigilância epidemiológica da infeção - Resultados de Inquéritos de Prevalência num Hospital Pediátrico.

Maria Teresa Neto1,2,3 Olinda Pereira1

1- CCIH, Hospital de Dona Estefânia, CHLC, EPE
2- UCIN, Hospital de Dona Estefânia, CHLC, EPE
3- Faculdade de Ciências Médicas, UNL

- IV Jornadas de Controlo de Infecção em Pediatria e III Jornadas de Controlo de Infecção em Ginecologia/Obstetrícia. 2013, 31/10/2013. Lisboa

Introdução: Os inquéritos de prevalência (IP) são estudos transversais que contabilizam o número de doentes com infecção num dia de internamento. Apesar de disponibilizarem uma informação pontual, os IP permitem identificar as infeções adquiridas no hospital, determinar a frequência das infeções por sistemas, identificar as enfermarias de maior risco, determinar os agentes infecciosos, conhecer o padrão de resistência microbiana e identificar os antimicrobianos mais utilizados numa unidade de saúde. Permitem ainda a comparação de resultados entre unidades de saúde ou entre épocas diferentes. Têm a vantagem de serem de fácil realização e ocuparem pouco pessoal de saúde durante pouco tempo. No Hospital de Dona Estefânia em 4 anos consecutivos foram realizados 3 IP.
Objectivo: O objectivo deste estudo é a divulgação dos resultados de 3 IP realizados num Hospital Pediátrico terciário.
Métodos e doentes: Foram incluídos todos os doentes com idade compreendida entre os 0 e os 18 anos, que estavam internados às 8h da manhã do dia dos inquéritos. Os resultados foram retirados do registo efectuado a propósito de cada IP.
Resultados: Foram englobados nos inquéritos em cada ano do estudo respectivamente 121, 126 e 117 doentes dos quais cerca de 20% nos dois primeiros anos e 6,8% no 3º ano eram RN; a taxa de lactentes variou entre 21% e 27,8%. A Prevalência de infeção hospitalar (IH) foi de 11,6% em 2009, 4,8% em 2010 e 5,1% em 2012. Isoladamente, a grande prematuridade (IG<32s) e o muito baixo peso (PN<1500g) foram os riscos intrínsecos mais frequentes; Dos riscos extrínsecos sobressaíram as punções venosas periféricas presentes em mais de 50% dos doentes nos dois últimos anos, a cirurgia, a presença de cateteres centrais (CVC) e algálias. A prevalência de IH em função de procedimentos ou dispositivos invasivos foi mais frequente nas crianças com nutrição parentérica e CVC. A infecção mais frequente foi a da corrente sanguínea seguida da do tracto respiratório; as IH foram mais frequentes nas Unidades de Cuidados Intensivos. Nos 26 doentes com IH foram isolados 20 agentes infecciosos dos quais o mais frequente foi o S. aureus. Foram identificados 3 estirpes de MRSA, uma de E. coli resistente à ampicilina e um Enterobacter spp multirresistente. O padrão de antibióticos utilizado variou nos 3 IP. Em 2009 o mais utilizado foi o cefotaxime  que passou para 3º lugar em 2010 e para 7º lugar em 2012.
Conclusão: Os IP dão informação imediata e muito útil permitindo identificar a patologia, os maiores riscos, os agentes mais frequentes e sua sensibilidade e ainda os antibióticos mais usados numa unidade de saúde.

Palavras-chave: Infecção hospitalar, inquéritos de prevalência, hospital pediátrico