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VIGILÂNCIA DA INFEÇÃO A ENTEROVIRUS: 2009 – 2012

Paula Palminha1; Carlos Ribeiro1; Carla Roque1; Elsa Vinagre E1; Virgínia Loureiro2; Rita Corte-Real2.

1 Laboratório Nacional de Referência de Doenças Evitáveis pela Vacinação, Departamento de Doenças Infeciosas, Instituto Nacional de Saúde, Dr. Ricardo Jorge IP,
2 Centro Hospitalar Lisboa Central.

Poster em Reunião Nacional

Introdução: Os Enterovirus são vírus de distribuição mundial transmitidos predominantemente por via fecal- oral. As infeções por Enterovirus podem ser assintomáticas ou causar sintomatologia que pode variar de ligeira a grave. Os órgãos alvo são sobretudo a pele, o coração, e o sistema nervoso central.
Objetivo: Avaliação dos casos suspeitos de infeção a Enterovirus, em crianças com idade inferior a 15 anos, estudados no Instituto Nacional de Saúde entre 2009 e 2012
Material e Métodos: Entre 2009 a 2012 foram recebidas no Laboratório Nacional de Referência de Doenças Evitáveis pela Vacinação um total de 639 fezes para isolamento e identificação de Enterovirus. O isolamento viral foi efetuado por inoculação das fezes tratadas em 4 linhas celulares (HEP2, RD, MRC5 e L20B). Os Enterovirus isolados foram posteriormente identificados pela técnica de neutralização.
Resultados: Em 2009 foram isolados 11 Enterovirus num total de 162 fezes, em 2010. 46 num total de 164 fezes, em 2011, 47 em 160 e em 2012, 28 em 153. As taxas de isolamento viral foram de 7% em 2009, 28% em 2010, 29% em 2011 e 18% em 2012.
Os Enterovirus mais frequentes foram em 2009 o Echovirus 9 (n=9,64%); em 2010 o Echo 6 d’Ámori (n=16), e o Echovirus 30 (n=11),equivalendo a 35% e 24% dos vírus isolados, em 2011 o Echovirus 11 (n=9),e o Echo 6 d’Ámori (n=7) perfazendo respetivamente 19% e 15% dos vírus detetados nesse ano. Em 2012 foram isolados 17 Enterovirus (61%) que não foi possível identificar com os antissoros existentes sendo designados por EVNP (Enterovirus não Polio), entre os Enterovirus identificados os mais frequentes são o Echo 6 dÁmori (n=3;11%) e o Echovirus 21 (n=3:11%).
Discussão: Apesar de todos os possíveis vieses existentes observa-se um aumento considerável da infeção a Enterovirus entre 2009 e 2010. Em 2010 o Echo 6 d’Ámori e o Echovirus 30 foram sem dúvida os Enterovirus predominantes correspondendo a mais de 50% dos casos positivos. Em 2011 o Echovirus 11 foi o vírus mais frequente ocorrendo uma acentuada diminuição na circulação do Echovirus 30 mas uma permanência do Echo 6 d’Ámor, que se mantém em 2012 tendo neste ano o Echovirus 11 sido substituído pelo Echovirus 21. Contudo, é de salientar que os EVNP correspondem, neste ano, a mais de 50% dos casos isolados de forma que estudos de sequenciação genómica terão de ser efetuados de forma a um melhor esclarecimento dos vírus circulantes em 2012.

Palavras-chave: enterovirus, vigilância