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2021

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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TORCH Serology and Group B Streptococcus Screening Analysis in the Population of a Maternity

David Lito1, Telma Francisco2, Inês Salva2, Maria das Neves Tavares3, Rosa Oliveira4, Maria Teresa Neto5,6

1. Serviço de Pediatria e Neonatologia. Hospital de Vila Franca de Xira. Vila Franca de Xira. Portugal.
2. Serviço de Pediatria. Hospital Dona Estefânia. Lisboa. Portugal.
3. Unidade de Neonatologia do Hospital Dona Estefânia. Lisboa. Portugal.
4. Departamento das Ciências da Informação e Decisão em Saúde. CINTESIS. Faculdade de Medicina do Porto. Universidade do Porto. Porto. Portugal.
5. Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais. Hospital Dona Estefânia. Lisboa. Portugal.
6. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Nova de Lisboa. Lisboa. Portugal.

Acta Med Port 2013 Sep-Oct; 26 (5):549-554 (artigo)

Introdução: O rastreio para doenças de transmissão vertical na gravidez contribuiu para a melhoria dos cuidados perinatais.
Objectivo: Avaliar o resultado de serologias para infeções do grupo TORCH e do rastreio para Streptococcus do grupo B (SGB) numa amostra de grávidas de uma maternidade, estudar a influência da idade e da nacionalidade, e identificar casos de infecção congénita.
Material e Métodos: Estudo não probabilístico de prevalência de imunidade e infecção durante a gravidez.
Resultados: Registámos 9508 serologias TORCH e 2639 resultados de rastreio para SGB. A taxa de imunidade para rubéola foi 93,3%, significativamente mais elevada em portuguesas; 25,7% das mulheres tinham IgG positiva para Toxoplasma goondii; a taxafoi mais elevada nas mulheres mais velhas e entre estrangeiras; encontrámos IgG positiva para vírus citomegálico humano (CMV) em 62,4%; não houve variação com a idade. O VDRL foi reactivo em 0,5%; 2,3% das mães tinham AgHBs positivo, mais frequente nas estrangeiras; 1,4% tinha anticorpos para o vírus da hepatite C e 0,7% tinha VIH positivo. Não houve casos declarados de infeção congénita; 13,9% das mulheres eram portadoras de SGB.
Discussão: A elevada taxa de imunidade para a rubéola é resultado da política nacional de vacinação. A baixa taxa de imunidade para a toxoplasmose torna mais dispendioso o acompanhamento seguimento das grávidas. A elevada prevalência do CMV está de acordo
com o encontrado na comunidade. Para algumas infeções foram encontradas diferenças de acordo com a nacionalidade.
Conclusão: O conhecimento da imunidade e infecção na população é um instrumento importante para o planeamento dos rastreios durante a gravidez.

Palavras-chave: Complicações Infecciosas na Gravidez; Hepatite C; Infecções por Citomegalovirus; Infecções por Streptococcus; Rubéola; Toxoplasmose.