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2021

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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RINITE ALÉRGICA NO ÂMBITO DO PROJETO GERIA - SAÚDE RESPIRATÓRIA EM IDOSOS RESIDENTES EM LARES DE PORTUGAL

Joana Belo1, Teresa Palmeiro2, Iolanda Caires2, Pedro Martins1,2, Paula Leiria Pinto1,2, Nuno Neuparth1,2

1- Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Rua Jacinta Marto, 1169-045, Lisboa; 2- CEDOC, Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Universidade Nova de Lisboa, Campo dos Mártires da Pátria, 130, 1169-056, Lisboa

XXXIV Reunião Anual da SPAIC. Vale de Lobo, Outubro de 2013.

Introdução: A evolução demográfica em Portugal nas últimas décadas tem sido marcada por um tendencial envelhecimento populacional. Apesar de escassos, estudos epidemiológicos sugerem uma prevalência de Rinite Alérgica (RA) na população idosa portuguesa de 25-30%.
Objectivo: Determinar a prevalência e potenciais factores de risco para a presença de diagnóstico de RA na população idosa residente em lares de Lisboa e Porto.
Métodos: No âmbito da 1ª fase do Projecto GERIA foram seleccionados aleatoriamente 53 lares de Lisboa e Porto estratificados por freguesia. Entre Setembro de 2012 e Abril de 2013 foi aplicado aos utentes dos lares um questionário médico que incluía perguntas relativas ao diagnóstico médico de RA. Efetuou-se uma análise descritiva e estudou-se a associação da existência de diagnóstico de RA com diversas variáveis, designadamente sexo, idade, nível de escolaridade, história de exposição ocupacional a poeiras e tabagismo.
Resultados: De um total de 2110 utentes foram inquiridos 931 idosos (média etária de 84,1± 7,2 anos), com predomínio do sexo feminino (79%). A maioria apresentava baixo nível de instrução (77,6%). Dos inquiridos, 124 (13,3%) referiram ter tido diagnóstico médico de RA, sendo que, destes, 109 (11,7%) afirmaram ainda ter esta patologia. No que concerne a potenciais factores de risco para RA, 20% (189) referiram antecedentes de exposição ocupacional a poeiras e 18% (169) história anterior de tabagismo. Das variáveis consideradas, persistiram como factores de risco para a presença de diagnóstico de RA na análise multivariável, a história de exposição ocupacional a poeiras (OR:2.21; IC 95%: 1.41 – 3.47; p=0.001), a presença de antecedentes de tabagismo (OR: 2.08; IC 95%: 1.17 - 3.71; p=0.013) e um nível de escolaridade superior a 4 anos (OR: 2.53; IC 95%: 1.64 - 3.89; p = 0.000). O género feminino também se associou com diagnóstico médico de RA (OR:2.56; IC 95%: 1.35 – 4,76; p= 0.004).
Conclusões: A prevalência de RA obtida no presente estudo é inferior aos dados nacionais previamente publicados, discrepância que estará associada com o diferente critério utilizado. A associação observada com o sexo feminino e com o nível de escolaridade poderá, de entre várias explicações, advir de um maior acesso aos cuidados médicos. Relativamente ao tabagismo e à exposição a poeiras, são conhecidos factores de risco para a inflamação das vias aéreas.

Palavras-chave: Rinite alérgica, idosos, lares

Estudo financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PTDC/SAU-SAP/116563/2010)