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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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ANEMIAS APLÁSTICAS – REVISÃO DE 10 ANOS

Telma Francisco, Irina Carvalheiro, Paula Kjöllerstrom, Raquel Maia, Teresa Almeida, Lígia Braga, Orquídea Freitas.


Unidade de Hematologia, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, E.P.E.

- Sala de Conferências do HDE, 10 de Abril de 2012 (Apresentação).

A anemia aplástica (AA) é uma condição rara e heterogénea, cuja distribuição no grupo etário pediátrico se centra sobretudo entre os 2-5 anos. Caracteriza-se por uma pancitopenia associada a uma medula óssea hipocelular e pode ser classificada quer quanto à gravidade quer quanto à sua etiologia. Em termos de etiologia, pode ser hereditária ou adquirida, sendo esta última a mais frequente, em que 80% dos casos são idiopáticos. O diagnóstico exige além de uma história clínica e observação rigorosos, vários exames complementares, sendo essencial a sua distinção etiológica precoce para adequação da conduta. O tratamento versa sobretudo quatro pilares: o tratamento de suporte, o transplante de medula óssea, a imunossupressão e/ou outras terapêuticas.

A propósito deste tema, realizámos um estudo descritivo retrospetivo de todas as crianças internadas por AA no HDE no período compreendido entre 1 de Janeiro de 2002 a 31 de Dezembro de 2011. Contabilizou-se um total de 13 doentes com uma expressão significativa dos PALOP, distribuídos da seguinte forma: 3 casos hereditários e 10 adquiridos.

Palavras-chave: anemia aplástica, casuística, criança.