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2021

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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PEDIATRIA E GINECOLOGIA

Margarida Alcafache, Sofia Bota, Leonor Sassetti

Unidade de Adolescentes, Área de Pediatria Médica, Hospital Dona Estefânia, CHLC - EPE,

Reunião Clínica do Hospital D. Estefânia, Lisboa 17 Dezembro 2013

Introdução:Com o aumento da idade pediátrica para os 18 anos surgiram novos desafios para o pediatra, que passou a ser confrontado com questões ginecológicas próprias da adolescência, altura em que são mais prevalentes. O pediatra,pelo contacto de longa data com a adolescente e sua família, encontra-se numa posição ideal para a abordagem e esclarecimento de problemas ginecológicos comuns como o desenvolvimento pubertário, alterações menstruais, contracepção, sexualidade e infeções sexualmente transmissíveis (IST’s).Contudo, a ausência de familiaridade e a falta de formação dos profissionais nesta área, podem dificultar a abordagem destes assuntos.
Objectivos: Identificar questões ginecológicas abordadas por pediatras, idade e critério de referenciação à consulta de ginecologia, grau de familiaridade e de necessidade de formação nesta área.
Métodos:Aplicação de inquéritos de preenchimento individual e anónimo a internos de Pediatria e a pediatras,tendo sido obtidas 96 respostas.
Resultados: Noventa por cento (90%) dos inquiridos inclui na sua prática clínica doentes até aos 18 anos ou mais.O desenvolvimento pubertário e o estádio de Tanner são sistematicamente avaliados por 62% e 52% dos clínicos, respectivamente. A abordagem de tópicos como a sexualidade, IST’s, contraceção e a violência no namoro foi considerada competência do pediatra por 91% dos inquiridos. 26% admite referenciar habitualmente à consulta de Ginecologia, sendo a faixa etária dos 12-15 anos a mais frequentemente referenciada (52%).A maioria dos profissionais (43,8%) refere sentir-se poucoconfortável nesta área, sendo que 87% considera necessitar de mais formação.
Conclusão: Os resultados obtidos permitem confirmar importantes lacunas na abordagem dos temas ginecológicos próprios da adolescência, assim como necessidade de formação nesta área. Mais oportunidades de ensino deveriam ser incluídas no programa de formação específica de Pediatria Médica.

Palavras-chave: ginecologia, adolescência.