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2020

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN)

Deonilde Espirito Santo


Serviço de Imuno-Hemoterapia, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, E.P.E.

- Centro de Formação do Hospital Dona Estefânia: Formação em imuno-hematologia - Da Teoria à Prática 22/10/2013

A DHRN ocorre devido àdestruição acelerada dos GV fetais/RN por alo-anticorpos maternos específicos para os antigénios fetais de transmissão paterna.A Mãe ésempre negativa para o antigénio para o qual desenvolve anticorpos.

Os anticorpos podem ser de dois tipos: Naturais –Incompatibilidade ABO; Irregulares - podem surgir após exposição a antigénio estranho: Por transfusão (raro); Partilha de agulhas, interrupções de gravidez ou silenciosamente por hemorragia feto-materna ao longo da gravidez; Todas as grávidas ao longo da gravidez deverão ser submetidas a consultas e estudos imuno-hematológicos regulares, nomeadamente determinação do grupo sanguíneo (ABO, RH) e a pesquisa de anticorpos irregulares (PAI), que deve ser efectuado na 1ªconsulta. Se PAI positiva dever-se-áidentificar e titular o anticorpo, sendo que a presença de anticorpo nem sempre significa DHRN.

Desde 1960 é possível oferecer às grávidas Rh(D) negativas terapêutica profilática com Imunoglobulina anti-D, o que tem reduzido significativamente o número de imunizações para este antigénio.

Às grávidas imunizadas épor vezes necessário efectuar transfusões intra-uterinas e eventualmente exsanguineo-transfusão ao recém-nascido.

O componente sanguíneo a transfundir não poderáapresentar o antigénio correspondente ao anticorpo que a grávida apresenta e deveráser irradiado quer nas intra-uterinas, exsanguineo-transfusões e nas transfusões posteriores se o RN tiver sido submetido aos procedimentos anterioremente referidos.

Palavras-chave: doença hemolítica, recém-nascido