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2020

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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COLONIZAÇÃO POR ESTREPTOCOCOS DO GRUPO B E OUTROS FACTORES OBSTÉTRICOS NA INFECÇÃO NEONATAL PRECOCE

Ana Cristina Nércio


Serviço de Ginecologia, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central, Lisboa

- IV Jornadas de Controlo de Infecção em Pediatria e III Jornadas de Controlo de Infecção em Ginecologia/Obstetrícia

Introdução: O estreptococos do grupo B coloniza o tracto gastrointestinal inferior em 10 a 30% das  grávidas. É responsável por um espectro de infecção materna e fetal amplo desde colonização  assintomática da mãe até septicemia neonatal e morte do recém-nascido. A prevenção da doença  perinatal é realizada com antibioterapia em situações específicas desde 2010.

Objectivos: Caracterizar a população de parturientes portadoras de estreptococos do grupo B e avaliação da repercussão neonatal.

Métodos: Estudo retrospectivo das parturientes no período de Junho de 2010 a Junho de 2011 no Hospital Dona Estefânia.

Resultados: Do total de 1988 partos que decorreram nesse período, 186 grávidas (9,96%) estavam colonizadas. Realizaram antibioterapia 93,5% das parturientes. Apenas dois recém-nascidos apresentaram o diagnóstico de sépsis neonatal precoce e nas duas situações foi realizada profilaxia antibiótica superior a quatro horas.

Conclusões: A profilaxia antibiótica instituída foi eficaz na prevenção da infecção neonatal precoce. Existirão outros factores obstétricos que terão influência na infecção neonatal precoce como o tempo de duração de bolsa de água rota, trabalho de parto
induzido/espontâneo, duração do trabalho de parto e outros factores.