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2024

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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TROMBOEMBOLISMO VENOSO EM IDADE PEDIÁTRICA: UM OLHAR DE 20 ANOS NUMA UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS PEDIÁTRICOS

Margarida Almendra1, Catarina Santiago Gonçalves2 Anaxore Casimiro3, João Falcão Estrada3

1 - Área de Pediatria Médica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. – Lisboa – Portugal.
2 - Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE, Serviço de Pediatria, Departamento da Saúde da Mulher e da Criança - Évora - Évora – Portugal
3 - Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, Área de Pediatria Médica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central.- Lisboa - Portugal

- Residência Pediátrica; 2023: Ahead of Print DOI: 10.25060/residpediatr-2023-995 –

Objetivos: Caracterização clínica e abordagem de doentes com tromboembolismo (TEV).
Métodos: Estudo retrospetivo, descritivo de doentes com idade inferior a 18 anos com TEV numa unidade de cuidados intensivos pediátricos num hospital terciário, durante 20 anos [2002-2021].
Resultados: Identificados 51 doentes: trombose venosa profunda (TVP) (n=30), trombose venosa cerebral (TVC) (n=21), tromboembolismo pulmonar (TEP) (n=4), trombose da veia porta (TVPO) (n=2) e trombose da veia renal (TVR) (n=1). Em 5 doentes coexistiram TVC e TVP (n=1); TEP e TVP (n=3); e TVR e TVP (n=1). Média 2,6 casos/ano. 52,3% sexo masculino, mediana 6 anos [1M;17A]. A presença de cateter venoso central foi o principal fator de risco (72%) na TVP associado a edema na região; ecografia com doppler foi o exame escolhido. Todos com TEP foram adolescentes; 75% apresentaram queixas torácicas confirmados por angio-TC; identificados =2 fatores de risco em cada doente. O caso de TVR foi numa criança de 2 anos com neoplasia renal. Os casos de TVPO foram adolescentes com sintomas de hipertensão portal. O principal sintoma na TVC foi cefaleia (63,6); 52,4% secundários a infeção respiratória alta; estudo da trombofilia positivo em 42,9%. Analiticamente, todos apresentaram D-Dímeros elevados. A maioria iniciou anti coagulação com enoxaparina (86,3%), que mantiveram 3 a 6 meses pós-alta. Média de internamento 17,6 dias. Registou-se 1 episódio de recorrência e 1 óbito não relacionado com TEV. Discussão: A apresentação de fenómenos tromboembólicos é inespecífica e as guidelines de abordagem são escassas na Pediatria. No entanto, é fulcral a sua deteção precoce, de modo a prevenir complicações.
Conclusão: A apresentação de fenómenos tromboembólicos é inespecífica e as guidelines de abordagem são escassas na Pediatria. No entanto, é fulcral a sua deteção precoce, de modo a prevenir complicações.

Palavras Chave: Tromboembolia Venosa. Trombose Venosa Profunda de Membros Superiores. Embolia Pulmonar. Pediatria