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2020

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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AVALIAÇÃO DA ESPESSURA DA CORÓIDE NO GLAUCOMA CONGÉNITO PRIMÁRIO

Rita Anjos1; Luísa Vieira2; Mariana Cardoso3; Ana Xavier4; Cristina Ferreira4; Cristina Brito4

1- Serviço de Oftalmologia, Centro Hospitalar de Lisboa Central
2- Hospital Divino Espirito Santo de Ponta Delgada; Centro Hospitalar de Lisboa Central;
3- Centro Hospitalar do Baixo Vouga; Centro Hospitalar de Lisboa Central;
4- Serviço de Oftalmologia Pediátrica, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Lisboa Central

  • 56º Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, Vilamoura, Dezembro 2013

Introdução:
O glaucoma congénito primário (GCP) é uma patologia rara que pode cursar com uma perda visual significativa, assumidamente relacionada com uma anomalia no desenvolvimento do ângulo. A espessura da coróide (EC) tem sido investigada na fisiopatologia do glaucoma do adulto, no entanto, a sua caracterização no GCP ainda não está definida.

Objectivo
Avaliar a espessura da coroide (EC) em crianças com glaucoma congénito primário (GCP) e crianças sem patologia oftalmológica.

Métodos
Estudo prospectivo de crianças com GCP (grupo glaucoma) e crianças sem patologia oftalmológica (grupo controlo), vigiadas em consulta de Oftalmologia Pediátrica no Hospital Dona Estefânia do Centro Hospitalar Lisboa Central. Com recurso à tomografia de coerência óptica foram realizadas as seguintes medições: espessura da retina (ER) e da EC na região foveal, a 1,5 mm nasal e a 1,5 mm temporal da região foveal; espessura da camada de fibras nervosas (RNFL) e EC peripapilar.

Resultados
Foram analisados dados de 12 olhos de 9 crianças com GCP e de 17 olhos de 9 crianças sem doença oftalmológica. Globalmente, as EC e ER macular e a EC peripapilar foram semelhantes entre glaucomas e controlos (p>0,05). Contudo, quando excluídos os doentes com ametropia elevada, o grupo glaucoma apresentou uma maior EC a nivel da fóvea comparativamente ao grupo controlo (p<0,05). Verificou-se uma correlação entre a EC foveal e RNFL no grupo glaucoma (r=0,764; p=0,010) e no grupo controlo (r=0,570; p=0,042).

Conclusão
Apesar de inúmeros estudos recentes sobre as alterações da coróide no glaucoma do adulto, o tema mantem-se em aberto e é controverso. No nosso estudo não se verificaram diferenças da EC entre crianças com e sem GCP.