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2020

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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ASPECTOS BASILARES DA DOR OROFACIAL

Rosário Malheiro1, Ana Fernandes1, Jorge Pinheiro1, Lurdes Jorge1


1- Unidade de Estomatologia Pediátrica, Área de Cirurgia, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa, 23 de Abril de 2013

Prelectora: Rosário Malheiro
Formadora do curso “O Essencial em Estomatologia na Criança e Adolescente” integrado no Ciclo de Cursos do Internato Médico do Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE – Hospital de Dona Estefânia, 23 de Abril de 2013.

Introdução
A dor orofacial mais frequente é odontogénica e só o conhecimento da sua fisiopatologia previne erros terapêuticos conhecidos, como o recurso intempestivo à antibioterapia e à analgesia.

Objetivos
Pretende-se que o generalista seja capaz de reconhecer clinicamente o Sindroma Dentinário, o Sindroma Pulpar, o Sindroma Periodontal e a Necrose, esta associada ao Abcesso Alveolar Agudo e à Celulite Odontogénica.

Métodos
Através da projecção de diapositivos, em Power point, revêem-se aspectos estruturais, histológicos, do complexo dentino-pulpar e suas características funcionais.

Apresentação
A dor desencadeada pelo frio, doces/ácidos e contacto e cessando instantaneamente com a cessação dos estímulos é própria do Sindroma Dentinário e desaparece com a protecção directa da dentina exposta. A terapêutica é local, com recurso impróprio à analgesia.
A dor - desencadeada pelo frio e calor, doces e ácidos - e que se alonga para além da cessação dos estímulos, tipifica o Sindroma Pulpar. É intermitente, tende a agravar-se em intensidade, no tempo, com início e fim abruptos e torna-se, progressivamente, espontânea. Pode assumir-se como ciclalgia, tendencialmente vespertina. Pode irradiar, no território homolateral do trigémio. A terapêutica é local, tópica, mas a resposta à analgesia de primeira linha pode ser satisfatória e permitir ganho de tempo na procura de cuidados adequados.
No Sindroma Periodontal, a dor intermitente vê-se substituída por dor contínua, agravável pelo calor, especialmente intensa à pressão e à percussão, alongando-se muito para além do terminus do estímulo. Em situação extrema, mas não rara, a dor por contacto pode ser excruciante e responder de forma insuficiente aos análgésicos de primeira linha.
A evolução do processo inflamatório pode conduzir a Necrose, Osteíte, Abcesso e Celulite.

Palavras-chave: sindroma, dor