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2024

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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Experiência cirúrgica dos internos de primeiro ano de otorrinolaringologia em Portugal

Pedro Vaz Pinto, Tiago Velada, Inês Soares Cunha, Inês Moreira, Herédio Sousa

1 - Otorrinolaringologia
2 - Otorrinolaringologia
3 - Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisboa

- Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia
- Prémio 3º Lugar de Apresentações Orais

Introdução: A prática cirúrgica é um elemento essencial na formação de novos especialistas em Otorrinolaringologia. Estudo recentes sugerem que 25% dos recém-especialistas não estão confiantes na realização de vários procedimentos cirúrgicos.
Objetivos: Caracterizar a experiência cirúrgica de internos de otorrinolaringologia em Portugal durante o seu primeiro ano de internato em 2021.
Material e Métodos: Um questionário foi desenvolvido e enviado a todos os internos que tinham realizado o seu primeiro ano de internato em 2021. Foi pedido aos participantes que partilhassem os seus números cirúrgicos dos procedimentos mais frequentemente efetuados como internos de primeiro ano (adenoidectomia, amigdalectomia, colocação de tubos de ventilação transtimpânicos e traqueotomias)
Resultados: Recebemos 18 respostas representando 82% dos internos de Otorrinolaringologia que realizaram o primeiro ano de internato em 2021. A média do número de amigdalectomias realizadas foi de 16 sendo que o número mais alto registado foi 65 e o mais baixo 0. 40% dos internos realizaram 5 ou menos amigdalectomias durante o seu primeiro ano de internato. Em relação a Adenoidectomias a média anual foi de 22. O valor mínimo foi 1 e o valor máximo foi 53. 22% dos internos realizaram 10 ou menos adenoidectomias e a mediana foi de 18. Quanto à colocação de tubos de ventilação transtimpanicos (TVTT) a média foi de 18. O valor mínimo foi 1, o valor máximo 38 e a mediana 17.5. Na realização de traqueotomias a média foi de 5 procedimentos. O valor mínimo 0 e máximo de 17. 22% dos internos não realizaram qualquer traqueotomia e a mediana foi de 3. Combinando todos os procedimentos avaliados, a média foi de 58 procedimentos durante o primeiro ano de internato. O valor mínimo foi de 4 e o valor máximo foi de 135. 17% dos internos realizaram menos de 20 procedimentos sendo a mediana 52. A diferença entre regiões não foi significativa. Região norte, com 6 internos avaliados, apresentaram uma média de 64 procedimentos e a região sul, com 10 internos avaliados, mostrou uma média de 59.
Conclusão: O número de procedimentos cirúrgicos realizados durante o primeiro ano de internato varia significativamente entre internos de otorrinolaringologia. O fator determinante para a diferença é o local onde é realizado o internato. Com este trabalho temos como objetivo iniciar a discussão sobre este tema de forma a criar estratégias que permitam aos novos internos terem a mesmas oportunidades cirúrgicas independentemente do local onde escolhem realizar o seu internato.

Palavras Chave: Procedimentos cirúrgicos otorrinolaringológicos, Internato e Residência