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2020

ANUÁRIO DO HOSPITAL
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ADESÃO À TERAPÊUTICA ANTIRRETROVÍRICA E SUCESSO TERAPÊUTICO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTE INFETADOS PELO VIH

Ana Catarina Guerra1, Flora Candeias2, Rita Côrte-Real3

1Serviço de Doenças Infeciosas , Hospital Garcia de Orta,
2 Pediatria Médica, CHLC-Hospital de D.Estefânia,
3 Patologia Clínica, CHLC

Apresentado no 13º Encontro Nacional de Atualização em Infeciologia, Porto 25 a 27 Set 2013 (comunicação)

Introdução - A infeção VIH / Sida na idade pediátrica apresenta características diferentes da infeção contraída na idade adulta. O objetivo deste trabalho foi definir o perfil demográfico, epidemiológico, laboratorial e de terapêutica antirretrovírica das crianças/ adolescentes tratadas em ambulatório num Hospital Central de Lisboa.

Material e métodos - Para a elaboração deste trabalho foram analisados retrospetivamente os processos clínicos de 77 meninos / adolescentes com idades inferiores ou próximas dos 18 anos seguidos regularmente na Consulta de Imunodeficiência do Hospital de D. Estefânia - Centro Hospitalar de Lisboa Central, portadores de infeção pelo VIH, sem co-infeções pelos virus da hepatite B e/ou C. Os dados recolhidos incluíram: género, data de nascimento, nacionalidade, via de transmissão, data de diagnóstico, história terapêutica e adesão à terapêutica, valor de carga vírica do VIH, percentagem de linfócitos TCD4+ e valor sérico de vitamina D.

Resultados - A nossa população foi constituída por 42 (54.5%) pessoas do sexo feminino, com uma mediana de 15 anos, predomínio de nacionalidade portuguesa (n=61,79.2%) e de transmissão materno-fetal (n=68, 88.3%). O diagnóstico da infecção VIH foi feito há 10 anos (mediana, com intervalo entre 1-18). A maioria, 71 (92.2%) encontra-se sob terapêutica antirretrovírica e cerca de 23 (29.5%) tiveram experiência prévia com mais de um esquema terapêutico. A adesão foi considerada boa na maioria dos doentes (n=56, 78.9%).Laboratorialmente verificou-se que 72% dos doentes têm carga viral do VIH indetetável, valores de linfócitos TCD4+ de 31.7% (14-52.9) e de vitamina D de 27.9 ng/dL (6.0-63.7).

Conclusões - A maioria dos doentes seguidos nesta Consulta encontra-se sob terapêutica antirretrovírica, com supressão vírica sustentada e um status imunológico favorável. Factores como a duração da infecção, terapêuticas anteriores com vários esquemas e a adesão serão importantes no sucesso do tratamento destes doentes, no futuro.