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2020

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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A LAPAROSCOPIA NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE HIRSCHSPRUNG NA CRIANÇA

Maria Knoblich¹, Aline Vaz Silva¹, Catarina Ladeira¹, João Henriques², Rui Alves¹, Cristina Borges¹, Paolo Casella¹.

¹ Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa;
² Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital Beatriz Angelo, Loures

6º Congresso da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Minimamente Invasiva (comunicação oral)

Resumo:

Introdução:
A Doença de Hirschprung (DH) é caracterizada por uma ausência de células ganglionares no cólon numa extensão variável. O tratamento é cirúrgico e estão descritas várias técnicas. Todas elas consistem na ressecção do segmento agangliónico, abaixamento e anastomose do segmento enervado, preservando o canal anal e continência. O desenvolvimento do abaixamento endo-rectal de Soave assistido por laparoscopia (AESL) oferece uma alternativa minimamente invasiva à laparotomia.

Objectivo: Análise retrospectiva dos doentes com DH submetidos a intervenção cirúrgica de Janeiro 2008 a Abril 2013.
Material e Método: Análise dos processos clínicos, considerando a idade, sexo, apresentação clinica, tipo de cirurgia, duração, complicações pós-operatórias, tempo de internamento, tempo até alimentação total e follow-up.

Resultados: Durante este período 28 doentes foram operados por diferentes técnicas, 7 dos quais por AESL. Nestes não se registaram complicações no intra-operatório. O tempo operatório, tempo até alimentação total e duração do internamento foram semelhantes nos 2 grupos. Um caso de estenose da anastomose, com necessidade de dilatações anais, não relacionado com a abordagem laparoscópica.

Conclusão: A laparoscopia é eficaz e segura, como tempo abdominal no tratamento dos doentes com DH quando comparado com abordagem por laparotomia. Permite uma melhor dissecção das estruturas abdominais e pélvicas, maior facilidade na divisão do mesentério, melhor visualização da zona de transição e do segmento abaixado evitando torção e tensão, especialmente nas formas mais proximais de segmento agangliónico. Favorece uma rápida recuperação no pós-operatório e melhor resultado coméstico.