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2020

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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A CRIANÇA E OS TRAUMATISMOS DE TODOS OS DIAS

Rosário Malheiro1, Ana Fernandes1, Jorge Pinheiro1, Lurdes Jorge1

1- Unidade de Estomatologia Pediátrica, Área Departamental de Cirurgia Pediátrica, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE, Lisboa, 23 de Abril de 2013

Preletora: Ana Fernandes
Formadora do curso "O Essencial em Estomatologia na Criança e Adolescente" integrado no Ciclo de Cursos do Internato Médico do Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE – Hospital de Dona Estefânia, 23 de Abril de 2013.

Introdução
Os traumatismos alvéolo-dentários (TAD) são muito frequentes em Pediatria. Podem interessar as bases ósseas, os alvéolos, os dentes ou a mucosa. A ausência da Estomatologia, na urgência do HDE, faz com que, muitas vezes, os doentes não sejam tratados no timing desejável.

Objetivos
Pretende-se que o generalista seja capaz de:

  1. Conhecer a epidemiologia dos TAD.
  2. Classificar os traumatismos.
  3. Perspetivar o tratamento da dentição decídua de uma maneira diferente da da dentição definitiva.
  4. Referenciar, tendo a noção que a abordagem terapêutica tardia pode impedir a resolução terapêutica.

Métodos
Através de diapositivos do PPT, comentam-se casos clínicos da Unidade de Estomatologia, acompanhados de diagramas ilustrativos.

Apresentação

  1. Epidemiologia: os TAD têm uma distribuição bimodal, com um primeiro pico entre os 2 e os 4 anos e um segundo pico entre os 9 e 10 anos.
  2. Classificação: mostram-se lesões dos tecidos duros (fraturas), periodontais (luxações), ósseas (fraturas do alvéolo, do processo alveolar ou das bases), da gengiva e da fibromucosa. Comenta-se que muitos casos associam lesões com compromisso de vários territórios.
  3. Nos TAD da dentição decídua, constitui objetivo primordial a preservação da dentição definitiva. Nos TAD da dentição permanente, a preservação dos órgãos. Em qualquer das situações há que garantir a menor perturbação do crescimento facial.
  4. Alerta-se para o risco de, no serviço de urgência, criar expetativas irrealistas aos pais.
  5. Salientam-se fatores determinantes na abordagem destes traumatismos:

O fator tempo (as luxações devem ser abordadas nas primeiras 6 h).
A importância dos recursos e da diferenciação técnica.
A necessidade de colaboração da criança.

Palavras-chave: traumatismo alvéolo-dentário, referenciação.