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2020

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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A ANCA CONTRALATERAL NA LUXAÇÃO PARALÍTICA UNILATERAL. SERÁ A ATITUDE CONSERVADORA A INDICAÇÃO IDEAL? REVISÃO DE 25 CASOS

Joana Ovídio, Miguel Carvalho, Nuno Lança, Pedro Rocha, Rita Jerónimo, João Lameiras Campagnolo

Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital de Dona Estefânia. Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa
Congresso Nacional SPOT, Vilamoura, 31-10 e 1 e 2-11-2013 (Conferência)

Resumo: As crianças com Paralisia Cerebral (PC) estão em risco de desenvolver luxação da anca devido a um desequilíbrio muscular em torno da articulação coxo-femoral. Esta situação torna-se ainda mais evidente nas crianças com espasticidade severa e com graus de incapacidade mais marcados (GMFCS III, IV e V). Foi realizada uma avaliação retrospectiva de 31 doentes com luxação unilateral da anca operados, com consulta dos respectivos processos clínicos entre os anos de 1999 e 2013; dois casos foram excluídos por ausência de radiografias, um por ter uma desarticulação da anca contra lateral, e dois por não terem comparecido nas consultas de seguimento.
Nesta avaliação retrospectiva verificou-se que em 25 doentes com luxação unilateral da anca, operados unicamente à anca afectada, só num doente houve luxação da anca oposta com necessidade subsequente de cirurgia. Todos os outros doentes mantêm radiologicamente as ancas com percentagem de migração inferior a 30%.