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2020

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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DEFORMIDADE DE SPRENGEL – REVISÃO CASUÍSTICA

Eduardo Gonçalves1; Maria José Costa2, Mafalda Pires2, Rita Francisco2, Ana Soudo2; Sandra Claro2

1 - Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Lisboa
2 - Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisboa

- Sessão Clínica do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, Lisboa

Introdução: A deformidade de Sprengel consiste num defeito congénito da migração caudal da omoplata. Apresenta-se como uma anormal elevação de uma das omoplatas e restante cintura escapular, limitação da abdução do ombro, presente desde a nascença, geralmente unilateral, por vezes com presença de osso omovertebral ou banda fibrosa. Esta deformidade geralmente abordada pelo procedimento cirúrgico de Woodward, de preferência antes dos 4 anos de idade.
Objetivos: Fazer o levantamento das crianças com esta deformidade observadas no Serviço de MFR do HDE e realizar uma caracterização da população.
Métodos: Levantamento em base de dados de Consulta Externa de Reabilitação Pediátrica do Serviço de MFR do HDE.
População: 4 crianças, 3 do sexo masculino, 1 do sexo feminino; idade média à data de cirurgia: 3 anos; 3 crianças submetidas a cirurgia, 1 criança submetida a abordagem expectante por clínica frustre; 2 crianças submetidas a cirurgia de Woodward e 1 criança submetida a cirurgia de Woodward modificada; todas realizaram reabilitação após a cirurgia.
Resultados: Tempo médio de seguimento após a cirurgia ou decisão não-cirúrgica: 5,5 anos; 1 criança abordada conservadoramente mantinha-se com clínica frustre 3 anos mais tarde; 1 criança sofreu recidiva parcial da deformidade 6 anos após a cirurgia; 1 criança sofreu recidiva total da deformidade 3 anos após a cirurgia; 1 criança obteve melhoria e apresenta apenas deformidade discreta 3 anos após a cirurgia.
Conclusões: Apesar da amostra pequena (justificada pela raridade desta patologia), podemos adivinhar o desafio que esta deformidade constitui não só em termos de abordagem cirúrgica mas também em relação à reabilitação pós-cirúrgica (quer em termos funcionais, quer em termos de manutenção de resultados estéticos).

Palavras Chave: Sprengel