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2019

ANUÁRIO DO HOSPITAL
DONA ESTEFÂNIA

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ESTUDO DE COLONIZAÇÃO EM RECÉM-NASCIDOS NUMA UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS NEONATAIS. RESULTADOS PRELIMINARES

Marlene Salvador1, Marília Marques1, Maria Teresa Neto2, Micaela Serelha2.

1 - Internas de Pediatria Médica;
2 - Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, E.P.E.

- III Jornadas de Patologia Clínica do CHLC 2012. 21-22/05. Hospital de Dona Estefânia (Poster).

Introdução: Os estudos de colonização são dispendiosos e de interesse discutível, existindo grande polémica sobre a sua utilidade. Na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) do Hospital de Dona Estefânia (HDE) o procedimento aprovado é fazer estudo de colonização aos recém-nascidos (RN) admitidos de outras UCIN ou em RN de mães com risco infeccioso perinatal, sujeitas a terapêutica com antimicrobianos.

Objectivos: Analisar os resultados de estudos de colonização realizados na admissão, numa UCIN médico-cirúrgica.

Métodos: Estudo transversal dos RN admitidos na UCIN do HDE de Abril a Dezembro de 2011, submetidos a estudo de colonização. O estudo foi realizado por exame cultural bacteriológico de amostras colhidas por zaragatoa - rectal, axilar e da orofaringe - e/ou do aspirado traqueal. Indicadores considerados: taxa de positividade por RN rastreados, taxa de isolamento de microrganismos com multirresistência. Estudaram-se particularmente os RN com menos de 72 h de vida na admissão - grupo A; e os RN com internamento superior a 72h noutra unidade neonatal - grupo B.

Resultados: No período em estudo foram admitidos 106 RN, 51 RN eram de termo (48,1%) e 65 tinham patologia cirúrgica (61,3%). Noventa e cinco RN (89,6%) foram transferidos de outras unidades ou maternidades. Foi feito estudo de colonização em 91 (85,8%) dos quais 31 (34,1%) tinham internamento anterior superior a 72h noutras unidades (grupo B). Houve isolamento bacteriano em 24 amostras de 15 RN (16,5%), dos quais 6 no grupo A (13,9%) e 9 no grupo B (20,9%). Foram isoladas 18 estirpes bacterianas, 8 em RN do grupo A (2 RN com 2 estirpes cada um) e 10 em 9 RN no Grupo B. Nos primeiros foram isolados 1 Klpn, 1 Kloxytoca, 3 E. coli, 2 Streptococcus do grupo B e 1 Enterococcus faecalis e, nos segundos, 4 Klebsiella pneumoniae, 3 S. aureus, 1 Klebsiella oxytoca, 1 Enterobacter gergoviae e 1 Citrobacter koseri. Foi conhecida a sensibilidade em 50% das estirpes identificadas (n=9): 1 E. coli resistente à ampicilina; 2 MRSA e 1 S. aureus sensível à flucloxacilina; 3 Kl pn ESBL; 1 Enterobacter e 1 Kl pn com sensibilidade normal.

Conclusão: Apenas 17% dos RN estudados estavam colonizados; A taxa de colonização foi superior nos RN com internamento anterior noutras unidades. Não foi conhecida a resistência de todas as estirpes isoladas o que retira utilidade ao procedimento.

Palavras-chave: estudos de colonização, recém-nascido, cuidados intensivos neonatais.