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2017

ANUÁRIO DO HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA
REPOSITÓRIO MÉDICO CIENTÍFICO

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quarta, 12 outubro 2016 10:27

Nos limites da Perturbação Bipolar pediátrica: diferenciação clínica de traços de personalidade patológicos

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Peixoto I.1; Santos C.1 Marques C.1

1- Àrea de Pedopsiquiatria, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central,

- XXVII Encontro da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (Poster)
- 16th ESCAP Congress (Poster em versão Inglesa)
- Peixoto et al. Bordering on pediatric bipolar disorder: clinical differentiation from pathological personality traits. Eur Child Adolesc Psychiatry (2015) 24 (Suppl 1):S1–S303 (Publicação do Abstract)

Resumo              
Introdução: A Perturbação bipolar é um dos diagnósticos mais controversos em pedopsiquiatria. As questões de comorbilidade e diagnóstico diferencial têm sido alvos importantes de investigação. No entanto, em oposição à literatura em adultos, tem havido uma falta de estudos a abordar neste sentido questões de personalidade em crianças e adolescentes. Características nucleares como desregulação emocional e sintomas de impulsividade são partilhadas na doença bipolar e em pacientes com traços de personalidade desadaptativos, suscitando dúvidas no diagnóstico clínico. Torna-se premente encontrar domínios qualitativos e parâmetros diferenciadores que permitam uma melhor distinção.
Objetivos: Refinar variáveis candidatas na diferenciação entre perturbação bipolar e perturbações de personalidade em crianças e adolescentes e assistir o desenho de estudos que a aprofundem.
Resultados: Apesar da falta de estudos nesta matéria, parece evidente que o perfil fenomenológico dos estados de humor, o curso longitudinal da doença e a sintomatologia de desregulação emocional são questões de grande relevância no processo diagnóstico. Para além disso, essa abordagem deve ter em conta questões do desenvolvimento bem como variáveis relacionadas com o ambiente familiar.
Discussão: Com o advento do DSM-5, a proposta de um modelo alternativo de classificação de  perturbações de personalidade abre caminho a novos desafios nas dimensões diagnósticas ao fornecer conceções estáveis e fiáveis sobre os traços e domínios de personalidade em idade pediátrica. No entanto, há ainda muito poucas evidências quanto à precisão da nosologia e quanto a uma perspetiva fenotípica comum na perturbação bipolar pediátrica.
Conclusão: Apesar da interface científica entre a doença bipolar e as perturbações de personalidade permanecer pouco clara, esta caracterização poderá promover uma série de evidências adicionais sob uma perspetiva clínica no campo das comorbilidades na perturbação bipolar em crianças e adolescentes.

Palavras Chave: Perturbação Bipolar; Perturbação de Personalidade; Pedopsiquiatria

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